MP-RJ do Rio afirma que porteiro mentiu sobre Bolsonaro, AGU quer saber quem vazou o depoimento

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Suspect and former police officer Elcio Vieira de Queiroz, who is under arrest for the murder of councilwoman Marielle Franco and her driver, is escorted by police officers, in Rio de Janeiro, Brazil, March 14, 2019. Franco and her driver, Anderson Gomes, were gunned down in central Rio on the evening of March 14, 2018. De Queiroz allegedly drove a car involved in the shooting. (AP Photo/Bruna Prado)

Promotores informaram que foi Ronnie Lessa, e não Jair Bolsonaro (PSL), quem liberou a entrada de Élcio Queiroz no condomínio Vivendas da Barra.

Em entrevista à imprensa no Ministério Público do Rio de Janeiro, que investiga o assassinato, a promotora Simone Sibilio afirmou que teve acesso à planilha da portaria e às gravações do interfone. Verificou que Élcio Queiroz, acusado de participar do assassinato da vereadora, pediu para ir à casa 65, de Ronnie Lessa, e não a 58, de Jair Bolsonato. “Todas as pessoas que prestam falso testemunho podem ser processadas”, disse a promotora, ressalvando que o porteiro se equivocou.

André Mendonça determinou à Procuradoria-Geral da União que investigue quem vazou o depoimento do porteiro. No despacho, o AGU cita eventual prática de improbidade administrativa cometida por agentes públicos.

Élcio de Queiroz, acusado de envolvimento na morte de Marielle Franco, já havia desmentido o porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro, segundo o relato de seu advogado. “Isso já havia sido esclarecido nos autos há bastante tempo. Ele foi à casa do Ronnie Lessa. Nunca disse na entrada que iria na casa do presidente. O porteiro anotou o número errado da casa. O problema é dele.”