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Justiça do Ceará determina bloqueio de R$ 11 milhões no caso dos respiradores de Fortaleza

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Polícia Federal indicou que prefeitura de Fortaleza pagou valor até quatro vezes maior por respiradores no combate ao coronavírus.

Após a Polícia Federal deflagrar a Operação Dispneia, contra a Prefeitura de Fortaleza e a empresa BuyerBR, a Justiça estadual emitiu decisão determinando o bloqueio de R$ 11,7 milhões das contas bancárias da empresa requerida, por ela não ter entregue 50 ventiladores mecânicos correspondentes ao contrato do Instituto Doutor José Frota (IJF).

A Polícia Federal também divulgou detalhes da operação que desencadeou uma investigação para apurar um suposto superfaturamento e desvio de recursos na ordem de R$ 25,4 milhões por parte da Prefeitura de Fortaleza na compra de respiradores durante pandemia da COVID-19 Segundo a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), a Prefeitura de Fortaleza pagou até R$ 234 mil em um respirador que em outras cidades do país foram comprados por até R$ 60 mil.

O valor milionário corresponde ao pagamento antecipado e de 100% pelos produtos que nunca foram recebidos pelo hospital. O outro processo aberto é referente à compra de 100 ventiladores mecânicos comprados pela Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS), no valor de, quase, R$ 22 milhões (dos quais cerca de R$ 11 milhões foram pagos e, até a publicação desta reportagem, R$ 5,19 mi devolvidos aos cofres do Município). Sobre este, a Justiça ainda não se posicionou.

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